ERS Fórmula 1: 5 erros sobre o motor híbrido
O ERS é o sistema que recupera energia nas frenagens e devolve em forma de potência elétrica. Em 2026 ele ficou quase três vezes mais forte e passou a responder por cerca de metade da força do carro.
Potência elétrica máxima da F1
Do KERS de 2009 ao MGU-K de 2026
Fonte: FIA (C5.2.7), formula1.com e Wikipédia (KERS 2009)
O ERS Fórmula 1 é o sistema que recupera energia nas frenagens e a transforma em potência elétrica. Em 2026, ele passa a entregar 350 kW, assumindo metade da força do carro e mudando a forma como os pilotos atacam e defendem na pista.
Quando o carro freia no fim da reta, o freio não trabalha sozinho. Um motor elétrico segura o carro, recolhe a energia que viraria calor e guarda na bateria. Na saída da curva, essa energia volta para as rodas como um soco de potência.
Esse é o coração do ERS Fórmula 1. Até 2025 a parte elétrica era um complemento; com o regulamento de 2026, ela passa a responder por cerca de 50% da força do carro, segundo a formula1.com.
O essencial
- O ERS Fórmula 1 (Energy Recovery System) capta energia cinética e a devolve como tração.
- A power unit F1 de 2026 mantém o motor V6 turbo híbrido de 1.600 cc, mas elimina o complexo MGU-H.
- A potência elétrica do MGU-K sobe de 120 kW para 350 kW, compensando a queda de potência do motor a combustão.
- O piloto pode recuperar até 8,5 MJ por volta e usar o modo Overtake, que substitui o DRS nas ultrapassagens.
- O câmbio de F1 (gearbox) tem 8 marchas à frente, e o regulamento proíbe o uso de transmissão CVT.
O que é a power unit F1 e o motor V6 turbo híbrido
A unidade de potência, ou power unit F1, não é apenas um motor a combustão. É um conjunto que une o motor térmico, o turbo, a bateria e os motores elétricos. Segundo o regulamento técnico da FIA para 2026, a base continua sendo o motor V6 turbo de 1.600 cc, com os cilindros montados em um ângulo de 90 graus.
Ficha da power unit de 2026
o que o regulamento da FIA exige
- Motor a combustão
- V6 a 90°, 1.600 cc, turbo
- Giro máximo do turbo
- 150.000 rpm
- Motor-gerador (MGU-K)
- 350 kW e 500 Nm
- Combustível
- energia limitada a 3.000 MJ/h
- Câmbio
- 8 marchas, sem CVT
- Escapamento
- um único tubo de saída
Fonte: FIA, regulamento técnico de F1 2026 (Seção C) e formula1.com
A ficha acima mostra as exigências da FIA. O fluxo de energia do combustível é limitado a 3.000 MJ/h, e o turbo pode girar a impressionantes 150.000 rpm. A grande mudança para 2026 é o equilíbrio: a potência do motor a combustão cai da faixa de 550 a 560 kW para 400 kW, mas a potência total disponível aumenta, porque a parte elétrica passa a entregar muito mais força, de acordo com a formula1.com. O escapamento termina em um único tubo.
Do KERS ao ERS Fórmula 1: a diferença na recuperação de energia
Pela Wikipédia, o motor V10 de 3,0 litros virou regra em 2000. Depois, veio o motor V8 de 2,4 litros, que teve o giro limitado a 19.000 rpm em 2007 e a 18.000 rpm em 2009. Foi justamente na era do V8 que a eletrificação começou.
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Do V10 ao V6 híbrido
como o motor da F1 mudou
- 2000
V10 de 3,0 litros
O V10 vira obrigatório para todas as equipes.
- 2007
V8 de 2,4 litros
Motores menores, com giro limitado a 19.000 rpm.
- 2009
Chega o KERS
Primeira recuperação de energia, com até 60 kW. O giro cai para 18.000 rpm.
- 2014
V6 1,6 turbo híbrido
Nasce a power unit com MGU-K de 120 kW e MGU-H. Giro limitado a 15.000 rpm.
- 2026
Sai o MGU-H
O MGU-K sobe para 350 kW e a parte elétrica chega perto da metade da potência.
Fonte: Wikipédia (Formula One engines e KERS), conferida com a formula1.com e o regulamento FIA 2026
A diferença entre ERS e KERS na Fórmula 1 é basicamente a evolução da tecnologia. O KERS (Kinetic Energy Recovery System) foi liberado em 2009, entregando até 60 kW de potência. Ficou fora em 2010, voltou em 2011 e recuperava só a energia das frenagens.
Com a chegada do motor V6 turbo híbrido em 2014, o KERS evoluiu para o ERS Fórmula 1. Ganhou o MGU-H, a potência elétrica subiu para 120 kW e o giro do motor ficou limitado a 15.000 rpm.
MGU-K e o fim do MGU-H: como funciona a tecnologia em 2026
Até 2025, o ERS Fórmula 1 dependia de dois motores geradores: o MGU-K, ligado ao virabrequim, e o MGU-H, ligado ao eixo do turbo. A imagem abaixo mostra o esquema antigo, onde o MGU-H aproveitava o calor dos gases do escapamento para gerar energia e manter o turbo girando.

Para 2026, a FIA e a categoria decidiram simplificar. O MGU-H foi eliminado porque, segundo a formula1.com, era complicado e não chegou aos carros de rua. Com isso, a responsabilidade elétrica recaiu toda sobre o MGU-K.
O ERS até 2025 × o ERS de 2026
o que mudou na parte elétrica
×
A parte elétrica quase triplicou. O motor a combustão perdeu força, mas o carro ganhou potência total e ficou mais simples.
Fonte: formula1.com (regras de 2026 explicadas) e FIA, regulamento técnico 2026
A diferença entre ERS e MGU-K na Fórmula 1 é de conjunto e peça: o ERS é o sistema completo, enquanto o MGU-K é a peça física que efetivamente freia o carro e gera a energia. O regulamento da FIA de 2026 define que a potência elétrica absoluta do MGU-K não pode passar de 350 kW, e seu torque mecânico é limitado a 500 Nm, com as peças internas girando a até 60.000 rpm.
Bateria e energia na volta: onde o piloto recarrega
A bateria é o cofre do sistema, e a FIA limita o quanto entra e sai dela. A recarga de energia pelo MGU-K é limitada a 8,5 MJ por volta, podendo cair para 7 MJ em circuitos específicos definidos pela FIA.
Energia por volta em 2026
Quanto a bateria pode recarregar e variar
- Recarga máxima por volta8,5 MJPode cair para 7 MJ em alguns GPs
- Variação da bateria4 MJMáx. entre carga mínima e máxima
- Extra no Overtake+0,5 MJRecarga a mais por volta
Fonte: FIA, regulamento técnico 2026 (C5.2.9 e C5.2.10) e formula1.com
Segundo a formula1.com, o ERS recarrega a bateria de várias formas: na frenagem pesada, com o acelerador parcial, ao tirar o pé do acelerador e no chamado super clipping no fim da reta, quando o sistema corta a entrega e passa a colher energia. Para evitar que as equipes usem baterias gigantes, a FIA determina que a diferença entre a carga máxima e a mínima da bateria não pode passar de 4 MJ enquanto o carro estiver na pista.
Overtake button e câmbio: a estratégia de ultrapassagem
O modo como os pilotos atacam muda drasticamente em 2026. O famoso DRS, a asa móvel usada desde 2011 para reduzir o arrasto, dá lugar ao modo Overtake. É uma função do ERS Fórmula 1 focada em entregar energia extra para quem vem atrás.
Modo normal x Overtake
Limites do MGU-K conforme a velocidade
Fonte: FIA (C5.2.8) e formula1.com; 290 km/h calculado pela fórmula do regulamento
De acordo com a formula1.com, o Overtake button só pode ser ativado quando o piloto está a menos de 1 segundo do carro da frente no ponto de detecção. Ele permite colher até 0,5 MJ de energia adicional por volta e altera a forma como o MGU-K entrega a potência em alta velocidade. Sem o Overtake, os 350 kW vão até 290 km/h e zeram aos 345 km/h. Com o botão acionado, a potência máxima se mantém até 337 km/h e só zera aos 355 km/h, facilitando a ultrapassagem no fim da reta.
Toda essa força passa pelo câmbio de F1, que, pelas regras da FIA, deve ter 8 marchas à frente. A transmissão continuamente variável (CVT) é expressamente proibida no regulamento técnico.
O que muda para você
Segundo a formula1.com, tirar o MGU-H e apostar no MGU-K deixou a power unit F1 mais parecida com a tecnologia dos híbridos de rua. Antes de ver a próxima corrida, vale desfazer cinco confusões comuns:
Mito ou verdade: o híbrido da F1
o que dizem a FIA e a F1
- Depende“ERS e KERS são a mesma coisa”
O KERS foi a primeira geração, só com recuperação na frenagem. O ERS de 2014 somou o MGU-K e o MGU-H; o de 2026 ficou só com o MGU-K, bem mais forte.
- Mito“MGU-K e ERS são sinônimos”
O MGU-K é o motor-gerador ligado às rodas. O ERS é o sistema inteiro: MGU-K, bateria e eletrônica de controle.
- Mito“ERS e DRS fazem a mesma coisa”
O DRS abria uma aba da asa traseira para cortar o arrasto. O ERS entrega energia elétrica. Em 2026 o DRS saiu e o modo Overtake ocupou o lugar dele.
- Mito“O carro de F1 virou elétrico”
O V6 turbo continua. A meta da F1 é que cerca de metade da potência venha da parte elétrica.
- Verdade“O MGU-H acabou em 2026”
Ele aproveitava os gases do escapamento, mas foi tirado para deixar a unidade mais simples e mais próxima dos carros de rua.
Fonte: formula1.com (regras de 2026) e FIA, regulamento técnico 2026
Nas pistas
O piloto passa a gerenciar muito mais a bateria. O modo Overtake exige estratégia: usar a energia na hora certa para atacar ou guardar para se defender na volta seguinte.
Na engenharia
A F1 atrai grandes marcas. Em 2026, cinco fabricantes de motor estarão no grid: Mercedes, Ferrari, Red Bull com Ford, Honda e Audi, segundo a formula1.com.
Nas ruas
O MGU-K de 2026 usa tecnologia parecida com a que já existe nos híbridos de rua, segundo a formula1.com.
Com o ERS Fórmula 1 na cabeça, a corrida vira um jogo de xadrez em que a energia é a moeda mais valiosa. Para o quadro geral do esporte, veja o guia Fórmula 1: como funciona a categoria máxima do automobilismo.
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Perguntas frequentes
Qual a diferença entre ERS e KERS na Fórmula 1?
O KERS foi o primeiro sistema, liberado em 2009, com até 60 kW e só energia das frenagens. O ERS chegou com o V6 híbrido em 2014, com mais peças e muito mais potência elétrica.
Como funciona a tecnologia dos motores híbridos na Fórmula 1?
O V6 turbo trabalha junto com o ERS. Nas frenagens, o motor elétrico vira gerador e carrega a bateria; nas retas e saídas de curva, devolve essa energia às rodas.
Qual a diferença entre ERS e MGU-K na Fórmula 1?
O ERS é o sistema completo, com bateria e eletrônica de controle. O MGU-K é uma peça dele: o motor-gerador que freia o carro para gerar energia e depois a devolve como tração.
O que é Híbrido na Fórmula 1?
Significa que o carro usa duas fontes de potência para andar: o combustível queimado no motor V6 turbo e a energia elétrica guardada na bateria pelo ERS. Em 2026, a meta é que a parte elétrica seja responsável por cerca de 50% da potência total do carro.
Para que serve o overtake button e como é usado?
O modo Overtake substitui o DRS a partir de 2026. Ele só pode ser ativado quando o piloto está a menos de 1 segundo do carro da frente e altera a entrega do MGU-K, mantendo a potência máxima de 350 kW até 337 km/h, o que dá vantagem de velocidade no fim da reta para a ultrapassagem.
Fontes deste guia
além do conteúdo do Guia do Auto
- FIA regulamento técnico de F1 2026 (Seção C)Regulamento técnico 2026, Seção C, edição 20 ↗
- Fórmula 1 (formula1.com) explicação das regras de 2026 para a power unit2026 Regulations Explained: new power units ↗Explained: 2026 power unit regulations ↗Key terms of the 2026 rules ↗
- Wikipédia história dos motores e do KERS na F1 (só para linha do tempo)Formula One engines ↗Kinetic energy recovery system ↗
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