Câmbio automático: como funciona e como cuidar
Dois pedais, alavanca em P, R, N e D, quatro tipos de câmbio e um fluido que decide a vida da caixa: o básico para o dono de carro.
Câmbio automático é a caixa que troca a marcha por você: dois pedais, alavanca em P, R, N e D, quatro tipos diferentes por dentro e um fluido que decide quanto tempo ela vai durar.
Em pouco tempo o pedal de embreagem virou exceção nas concessionárias. Compacto de entrada, SUV, picape: quase tudo sai de fábrica sem o terceiro pedal, e a dúvida que mais chega às buscas do Guia do Auto não é técnica, é prática. Como sei se o carro é automático? O que é esse “L” na alavanca? Por que o meu dá tranco e o do vizinho não?
A resposta curta é que “automático” é um nome só para quatro mecanismos bem diferentes, e cada um pede um cuidado próprio. O detalhe que muita gente só descobre na oficina é que, no automático, o óleo do câmbio não é um item de rotina como o do motor. Ele quase nunca aparece na lista de troca, mas é ele que separa um câmbio que dura do que vira orçamento de milhares de reais.
O essencial
- Carro automático tem dois pedais e alavanca com P, R, N e D. Se tem três pedais, é manual.
- Existem quatro tipos: convencional (conversor de torque), CVT (polias e correia), dupla embreagem e automatizado (manual com robô). Por fora são parecidos; por dentro, não.
- O primeiro automático de série foi o Hydra-Matic, da Oldsmobile (GM), em 1940. A dupla embreagem chegou às ruas em 2003, com o DSG da Volkswagen.
- Pé no freio para engatar, nunca R com o carro andando e sem acelerar em P ou N: os manuais avisam que esse tipo de erro danifica a transmissão e não é coberto pela garantia.
- Fluido é o cuidado número um. No Onix 2026, a troca só é prevista em uso severo, a cada 80.000 km; no uso normal, só se inspeciona vazamento.
- Tranco, demora para engatar, luz do câmbio acesa ou aviso de transmissão quente pedem diagnóstico, não paciência.
O que o câmbio automático faz: trocar a marcha sem pedal de embreagem
Todo carro precisa de um câmbio porque o motor só trabalha bem numa faixa de rotação, e a roda precisa de força na arrancada e de velocidade na estrada. O câmbio resolve isso mudando a relação de transmissão, que é quantas voltas o motor dá para a roda dar uma. Marcha curta, muita força e pouca velocidade. Marcha longa, o contrário.
No manual, quem decide a hora da troca é você, com o pé na embreagem e a mão na alavanca. No automático, essa decisão passa para um conjunto de peças hidráulicas e eletrônicas que lê a velocidade, a rotação e a posição do acelerador e escolhe a marcha sozinho. Por isso não existe pedal de embreagem: a ligação entre motor e câmbio é feita por outra peça, que varia conforme o tipo.
Dois pedais
Freio à esquerda, acelerador à direita. O pé esquerdo fica parado. Quem vem do manual leva uns dias para parar de procurar a embreagem.
Alavanca com letras
P trava as rodas, R é ré, N solta o motor das rodas e D é a rodagem normal. O L ou M, quando existe, é o modo manual, segundo os manuais dos fabricantes.
Decisão eletrônica
Um módulo lê sensores e comanda as trocas. É ele que entra em modo de emergência quando algo sai do padrão.
Fluido que trabalha
No automático, o óleo não só lubrifica: ele transmite força e aciona embreagens internas. Fluido errado ou vencido é a causa mais comum de defeito caro.
Se a sua dúvida é mais específica, cada parte desse guia leva a um guia próprio da área. A diferença de nome entre o automático antigo e o atual, por exemplo, está em hidramático x câmbio automático: qual a diferença.
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Dois pedais e a alavanca em P, R, N, D: como saber se o seu carro é automático
É a pergunta mais clicada da área, e a resposta cabe num olhar para o assoalho. Carro automático tem dois pedais. Carro manual tem três, com a embreagem à esquerda. Se a alavanca tem letras em vez de números, pronto, é automático. Isso vale para o seu carro, para o usado que você vai ver no fim de semana e para o carro alugado na viagem.
Automático ou manual: os sinais na hora
O que olhar antes mesmo de ligar o carro
Fonte: Chevrolet, manual do Onix/Onix Plus 2026 (posições da alavanca); Guia do Auto.
Para conferir sem ligar o carro e sem depender do vendedor, siga esta ordem:
- Conte os pedais: dois, é automático; três, é manual. Não existe meio-termo, mesmo em câmbio automatizado, que também tem só dois pedais.
- Olhe a alavanca ou o botão: P, R, N, D é automático. Alguns carros trocam a alavanca por botões ou por um seletor giratório, mas as letras continuam as mesmas.
- Veja o painel: com a ignição ligada, o automático mostra a posição engatada (P, D, M) e, em muitos modelos, o número da marcha.
- Confira a partida: o manual do carro orienta dar a partida em P, com o pé no freio. Manual só liga com a embreagem pisada.
- Confira o documento: o campo de observações do CRLV e a nota fiscal costumam trazer “AUT” ou “automático” na descrição da versão.
Dica: o que cada letra faz, o botão de destravar a alavanca e os modos Sport e Eco estão detalhados em alavanca e posições do câmbio automático: P, R, N, D.
Câmbio, caixa de marchas e transmissão: qual a diferença
No balcão, as palavras se misturam, e o manual do carro piora: ele chama o câmbio de “transmissão automática”. Vale separar, porque na hora de pedir orçamento a diferença custa dinheiro. Câmbio, caixa de marchas e caixa de velocidades são a mesma peça: a caixa que muda a relação entre motor e roda. Transmissão é o conjunto inteiro, do motor até a roda.
Câmbio, caixa de marchas, transmissão e gearbox
Palavras que se confundem no balcão, na oficina e no manual
Fonte: Guia do Auto, a partir dos manuais de proprietário e da descrição técnica dos fabricantes.
Na prática, quando o mecânico fala “problema na transmissão”, pode ser o câmbio, mas pode ser a homocinética, o diferencial ou um semieixo, que são peças mais baratas e mais simples de trocar. Pergunte qual. Essas peças de fora do câmbio estão em homocinética, diferencial e peças da transmissão.
Atenção: “gearbox” e “gear transmission” em vídeos e catálogos estrangeiros são, respectivamente, o câmbio e o conjunto de engrenagens dentro dele. Não são peças diferentes para comprar.
Convencional, CVT, dupla embreagem e automatizado: os quatro tipos
Aqui está o ponto que mais confunde quem compra carro. Quatro mecanismos diferentes recebem o mesmo nome de “automático” no anúncio, e cada um se comporta de um jeito na rua. O convencional usa conversor de torque e engrenagens planetárias. O CVT não tem marchas: duas polias e uma correia mudam a relação de forma contínua. A dupla embreagem é um manual com duas embreagens comandadas por robô, e o automatizado é um manual com uma só.
Os quatro tipos de câmbio automático
Como cada um troca de marcha, como é dirigir e o cuidado que mais pesa
Fonte: Guia do Auto, a partir de ZF (8HP), Toyota (Direct Shift-CVT), Volkswagen (DSG) e Wikipedia.
A tabela mostra por que o mesmo “automático” dá sensações tão diferentes. No convencional, o conversor de torque amacia tudo, inclusive a saída na rampa. No CVT, o conta-giros parece travado enquanto o carro acelera, o que incomoda quem gosta de ouvir o motor subir. Na dupla embreagem, a troca é quase instantânea, mas em fila lenta ela pode trepidar. No automatizado, há uma pausa a cada troca, o famoso “cabeceio”.

Cidade e conforto
Convencional e CVT são os mais suaves no trânsito parado. O conversor de torque e as polias não têm embreagem que patina em fila.
Economia
CVT e os convencionais de muitas marchas mantêm o motor na rotação mais econômica. A ZF diz que o 8HP reduz 3% o consumo médio ante o 6HP.
Resposta rápida
Dupla embreagem troca em frações de segundo, com a próxima marcha já engatada. É o tipo dos esportivos e dos turbos de alto torque.
Menor custo
Automatizado é o mais simples e barato de fabricar e consertar: por dentro é um câmbio manual. Em troca, é o menos suave.
Cada tipo tem um guia aprofundado nesta área:
- Câmbio CVT: como funciona, vantagens e cuidados, mais os modelos de câmbio CVT e Xtronic da Jatco, que equipam boa parte dos carros com CVT no Brasil.
- DSG, S-tronic e dupla embreagem: como funcionam e diferenças.
- Câmbio automatizado, semiautomático e sequencial.
- Câmbio automático de 4, 6, 8 e 9 marchas: qual escolher, para entender o que muda com mais marchas.
- Tiptronic, modo manual e borboletas: como usar, para quem quer escolher a marcha na mão.
Conversor de torque, planetárias, embreagens e módulo: o que cada peça faz
Pegue o tipo mais comum, o convencional, e abra a caixa. O que você encontra é uma sequência: o motor gira o conversor de torque, que move fluido e transfere a força sem contato mecânico direto; o fluido chega a um conjunto de engrenagens planetárias, que forma as marchas; embreagens e cintas internas travam ou soltam partes desse conjunto; um corpo de válvulas com solenoides distribui a pressão do fluido; e um módulo eletrônico comanda tudo.

O conversor de torque é a peça que substitui a embreagem. Dentro dele, uma bomba ligada ao motor joga fluido numa turbina ligada ao câmbio. Com o carro parado em D, a bomba gira e a turbina fica quase parada: é isso que permite ficar no sinal sem pisar em nada. Na arrancada, um terceiro elemento, o estator, redireciona o fluido e multiplica a força. Em velocidade de cruzeiro, uma embreagem interna, o lock-up, trava bomba e turbina e a transmissão vira mecânica, reduzindo perda e calor, como descreve a Wikipedia.

As planetárias são o coração da caixa. Em vez de pares de engrenagens enfileiradas como no manual, cada conjunto tem uma engrenagem central (o sol), engrenagens ao redor (os planetas) presas num suporte e uma coroa externa com dentes internos. Travar ou liberar cada uma dessas partes muda a relação, e a mesma peça entrega várias marchas. A ZF diz que o 8HP tira 8 marchas de 4 conjuntos com apenas 5 elementos de comando.
Conversor de torque
Liga motor e câmbio por fluido. Multiplica força na saída e trava em cruzeiro. Guia: conversor de torque: como funciona, lock-up e defeitos.
Embreagens e cintas
Discos banhados em óleo que travam partes das planetárias. Desgastam com fluido ruim. Guia: embreagem do câmbio automático: seca, banhada e desgaste.
Corpo de válvulas e solenoides
O “cérebro hidráulico”: canais e válvulas elétricas que mandam pressão para cada embreagem. Guia: solenoides e corpo de válvulas do câmbio automático.
Bomba e pressão
Sem pressão de fluido nada engata. Bomba fraca ou filtro entupido atrasam a troca. Guia: pressão do óleo e bomba do câmbio automático.
Sensores
Velocidade de entrada e saída, rotação, temperatura e posição da alavanca. Guia: sensores do câmbio automático: velocidade, rotação, óleo.
Módulo TCM
Lê os sensores, decide a troca e grava os códigos de falha. Guia: módulo do câmbio automático (TCM): falhas e códigos.
No CVT, as planetárias dão lugar às polias e à correia; na dupla embreagem, o conversor dá lugar a duas embreagens, secas ou banhadas em óleo. Mas corpo de válvulas, solenoides, sensores e módulo existem em todos, e são eles que aparecem nos códigos de falha do scanner.
Earl Thompson, Hydra-Matic e Kégresse: quem inventou o câmbio automático
A pergunta “quem foi o engenheiro responsável pela invenção do câmbio automático” é a segunda mais buscada da área, e a resposta honesta é: não foi um só. O câmbio automático é a soma de duas ideias, o acoplamento por fluido e a troca de marcha automática, que vieram de pessoas e épocas diferentes.
Quem fez o quê na história do câmbio automático
Os marcos que respondem à pergunta "quem inventou"
Fonte: Wikipedia (Fluid coupling, Hydramatic, Dual-clutch transmission, Direct-shift gearbox), GM (2016) e Toyota (2018).
A primeira ideia é a mais antiga. Segundo a Wikipedia, o acoplamento hidráulico nasce do trabalho de Hermann Föttinger, projetista-chefe de um estaleiro alemão, cujas patentes de 1905 já cobriam tanto o acoplamento quanto o conversor de torque. A segunda ideia ganhou forma na Cadillac: em 1932, um departamento chefiado por Earl A. Thompson, o mesmo engenheiro do câmbio manual sincronizado de 1928, começou a projetar uma caixa “sem troca”. O resultado foi o Hydra-Matic, lançado pela Oldsmobile para o ano-modelo 1940 como opção de US$ 57 e tido como o primeiro automático de série para carros de passeio.
O Hydra-Matic tinha quatro marchas, com relações de 3,82:1 a 1,00:1, e usava acoplamento hidráulico, não conversor de torque: ele não multiplicava a força do motor na saída. Isso só vira padrão depois, e é a diferença que explica a confusão entre “hidramático” e “automático” até hoje. Pela Wikipedia, a dupla embreagem é da mesma época: o francês Adolphe Kégresse teve a ideia em 1939, para o Citroën Traction Avant, mas o dinheiro acabou antes do protótipo. A versão de série só chegou em 2003, com o DSG da Volkswagen no Golf R32.
Quantas marchas tem o câmbio automático
Do primeiro de série aos atuais, número de marchas à frente
Fonte: Wikipedia (Hydra-Matic), ZF (6HP e 8HP) e GM (comunicado do câmbio de 10 marchas, 2016).
De lá para cá, a corrida foi por marchas e eficiência. Do Hydra-Matic de 4 marchas a GM chegou, em 2016, a um automático de 10 marchas em carro de passeio, o Camaro ZL1 2017, com abertura de relações de 7,39, segundo o comunicado da própria GM. A Toyota foi por outro caminho e, em 2018, apresentou um CVT com marcha de partida, que a empresa diz ter melhorado a eficiência em 6%. Mais marchas ou relação contínua, o objetivo é o mesmo: manter o motor na rotação mais econômica o maior tempo possível.
Dica: quanto isso pesa no consumo e na rotação do seu carro no dia a dia está em consumo, rotação e desempenho do câmbio automático.
Fluido no prazo e sem superaquecer: os cuidados que fazem o câmbio durar
O automático dura muito ou dura pouco, e a diferença quase sempre está em duas coisas: o fluido e o calor. O fluido do automático trabalha mais que o óleo do motor: ele transmite força no conversor, aciona as embreagens, lubrifica e resfria. Quando degrada, as embreagens patinam, o calor sobe e o desgaste acelera. Por isso o fluido certo, no nível certo, é o cuidado número um.
O fluido do câmbio automático, segundo um manual
O que o manual de um compacto 2026 diz sobre o óleo do câmbio automático
- Capacidade8,1 Ltransmissão automática
- Vareta de nívelNão temnível só na concessionária
- Troca em uso severo80 mil kmtáxi, curtas distâncias, terra, marcha lenta
- Perda de fluidoVazamentoo único motivo, diz o manual
Fonte: Chevrolet, manual do proprietário do Onix/Onix Plus 2026.
Repare no que o manual do Onix 2026 diz e no que ele não diz. Não há vareta, e o dono não precisa conferir nível: vazamento é o único motivo para perder fluido. A troca aparece no plano só para uso severo, a cada 80.000 km, e a lista de uso severo é mais comum do que parece: táxi e aplicativo, viagens curtas sem o motor esquentar, estrada de terra, marcha lenta prolongada e carro que fica parado mais de dois dias com frequência. Se o seu uso é esse, a troca está no plano. Se não é, siga o manual do seu carro, e não a opinião do balcão.
- Use só o fluido que o manual especifica. Cada tipo tem o seu, e os nomes se parecem: fluido ATF, Dexron, CVT e DCT: tipos e diferenças.
- Como conferir nível, quando trocar e qual a diferença entre troca parcial e por máquina: óleo do câmbio automático: nível, quando trocar e como.
- Filtro e limpeza interna, quando valem e quando são venda de serviço: filtro, limpeza e descarbonização do câmbio automático.
- Calor é o outro inimigo. Serra com carro cheio, reboque e trânsito pesado no verão esquentam o fluido: superaquecimento do câmbio automático: sinais e como evitar.
- Mancha no chão da garagem ou travessia de alagamento pedem olhar na hora: vazamento de óleo e entrada de água no câmbio.
O outro lado do cuidado é o jeito de dirigir. Os manuais são diretos: engatar R com o carro andando para a frente, ou sair de P ou N com o motor em alta rotação, pode danificar a transmissão, e o reparo não é coberto pela garantia. São erros de segundos que custam o câmbio.
- Pé no freio para engatar: o carro só sai de P com o freio pisado, e é assim que o manual pede. Engate D ou R com o carro parado.
- Ré só com o carro parado: espere parar de vez antes de ir para R, e de R para D também.
- Sem acelerar em N ou P: acelerar em ponto morto e engatar com o motor alto é o que o manual proíbe.
- Em rampa, use o freio, não o acelerador: segurar o carro na subida com o acelerador aquece o conversor e as embreagens. Os assistentes de rampa existem para isso: Hill Start Assist, Brake Hold e assistentes de rampa.
- Entenda os modos: Sport segura a marcha, Eco antecipa a troca, kickdown é o pedal no fundo e creeping é o carro andar sozinho em D. Tudo em modos do câmbio automático: Sport, Eco, kickdown e creeping.
Importante: o passo a passo completo para quem está saindo do manual, incluindo P no estacionamento, N em lava-rápido e reboque, está em como dirigir carro automático: cuidados no dia a dia.
Tranco, demora e luz acesa: os problemas mais comuns e quando ir à oficina
O automático avisa antes de quebrar. Quase sempre o aviso começa pequeno: um tranco na troca de segunda para terceira, uma demora de um segundo para engatar a ré de manhã, um zumbido que não existia. O erro mais caro é tratar esses sinais como “jeito do carro”. Fluido, embreagens e solenoides degradam em cadeia, e o que seria uma troca de fluido vira retífica.
Sintoma, causa provável e o que fazer
Os problemas mais buscados, do mais simples ao que pede oficina
Fonte: Chevrolet, manual do Onix/Onix Plus 2026 (transmissão quente e alavanca presa em P); Guia do Auto.
Dois casos da tabela têm solução no próprio manual. O aviso de transmissão quente, segundo o manual do carro, significa que o fluido passou da temperatura: pare e deixe o motor em marcha lenta até a mensagem sumir. E a alavanca presa em P costuma ser falta de energia: com a bateria descarregada, a saída é a partida com cabos auxiliares, não forçar a alavanca.
Os outros sintomas têm guia próprio, com causas e o que o dono pode conferir antes da oficina:
- Câmbio automático demorando para trocar marcha: causas.
- Solavancos e trepidação no câmbio automático: causas.
- Câmbio automático com problema na marcha ré.
- Barulho no câmbio automático: o que cada ruído indica.
- Luz do câmbio automático acesa e modo de emergência, quando o carro trava numa marcha só.
- Hard reset e reprogramação do câmbio automático, o que é, quando ajuda e quando é enrolação.
Atenção: automático não é serviço de qualquer oficina. Procure quem tem scanner, conhece o seu tipo de câmbio e dá garantia por escrito. Antes de aceitar um orçamento de troca, leia consertar ou trocar o câmbio automático: custo e garantia.
O que muda para você
Para quem está comprando, saber o tipo de câmbio pesa mais do que o número de marchas no anúncio: ele define a sensação ao dirigir, o custo de manutenção e o que pode dar errado. Para quem já tem automático, o ganho é um só e grande: tratar o fluido como peça de desgaste, do jeito que o manual manda, custa pouco e evita o conserto mais caro do carro depois do motor. Para o mecânico, é a regra que o cliente lê no manual e vai cobrar.
Comprando
Pergunte o tipo (convencional, CVT, dupla embreagem ou automatizado), faça o test drive em fila lenta e em rampa e peça o histórico de troca de fluido.
Dono de automático
Fluido pelo manual, nada de ré em movimento, nada de acelerar em N, freio em rampa. Sinal estranho é diagnóstico, não paciência.
Na oficina
Diga o sintoma, quando acontece (frio, quente, fila, rampa) e o que já foi feito. Peça o código de falha lido no scanner por escrito.
E se o seu carro é manual e você quer automático? Existe conversão, mas o custo, a documentação e o resultado raramente compensam frente à troca de carro. Antes de decidir, leia adaptar câmbio automático em carro manual (e vice-versa). O próximo passo, para qualquer dono, é o mesmo: abrir o manual na página da transmissão e conferir o que ele diz sobre fluido e intervalo. Qual é o tipo de câmbio do seu carro, e você sabia disso quando comprou?
Todos os guias de Câmbio Automático32 guias
- Hard reset do câmbio automático: evite erros
- Módulo do câmbio automático (TCM): falhas e códigos
- Luz do câmbio automático acesa e modo de emergência
- Jatco: modelos de câmbio CVT e Xtronic
- Câmbio CVT: como funciona e cuidados
- DSG e dupla embreagem: como funciona e falhas
- Câmbio automatizado, semiautomático e sequencial
- Hidramático: o que é e como funciona
- Tiptronic, modo manual e borboletas: como usar
- Câmbio automático de 4, 6, 8 e 9 marchas: qual escolher
- Demora na troca de marcha: 7 causas e sinais
- Solavancos e trepidação no câmbio automático: causas
- Marcha ré do câmbio automático: 3 problemas
- Barulho no câmbio automático: o que cada ruído indica
- Fluido ATF, Dexron, CVT e DCT: tipos e diferenças
- Óleo do câmbio automático: nível, quando trocar e como
- Superaquecimento do câmbio automático: sinais e como evitar
- Vazamento de óleo e entrada de água no câmbio
- Válvula solenoide do câmbio: falhas e teste
- Sensores do câmbio automático: velocidade, rotação, óleo
- Pressão do óleo e bomba do câmbio automático
- Conversor de torque: como funciona, lock-up e defeitos
- Embreagem do câmbio automático: seca, banhada e desgaste
- Filtro, limpeza e descarbonização do câmbio automático
- Hill Start Assist, Brake Hold e assistentes de rampa
- Modos do câmbio automático: Sport, Eco, kickdown e creeping
- Alavanca e posições do câmbio automático: P, R, N, D
- Como dirigir carro automático: cuidados no dia a dia
- Consumo, rotação e desempenho do câmbio automático
- Consertar ou trocar o câmbio automático: custo e garantia
- Adaptar câmbio automático em carro manual (e vice-versa)
- Homocinética, diferencial e peças da transmissão
Perguntas frequentes
Como identificar se um carro possui câmbio automático?
Conte os pedais: dois é automático, três é manual. Depois olhe a alavanca ou o botão: P, R, N e D confirmam. Com a ignição ligada, o painel mostra a posição engatada. Automatizado e dupla embreagem também têm só dois pedais e as mesmas letras.
Quem foi o engenheiro responsável pela invenção do câmbio automático?
Não houve um inventor único. O acoplamento por fluido vem das patentes de Hermann Föttinger, de 1905. A troca automática em série nasceu na Cadillac, no departamento de Earl A. Thompson, a partir de 1932, e chegou às ruas como Hydra-Matic, da Oldsmobile, no ano-modelo 1940, segundo a Wikipedia.
Quem inventou o câmbio de dupla embreagem?
O conceito é do engenheiro francês Adolphe Kégresse, em 1939, para o Citroën Traction Avant, mas faltou dinheiro para o protótipo. A primeira dupla embreagem de série foi o DSG da Volkswagen, em 2003, no Golf R32, conforme a Wikipedia.
Quem inventou o conversor de torque?
As patentes de Hermann Föttinger, de 1905, já cobriam o acoplamento hidráulico e o conversor de torque, segundo a Wikipedia. O Hydra-Matic de 1940 ainda usava acoplamento simples, sem multiplicar a força; o conversor com estator virou padrão nos automáticos depois dos anos 1960.
Qual a diferença entre caixa de velocidades e transmissão?
Caixa de velocidades, caixa de marchas e câmbio são a mesma peça. Transmissão é o conjunto do motor até a roda, que inclui o câmbio, o diferencial, os semieixos e as homocinéticas. O manual do carro chama o câmbio de “transmissão automática”, e daí vem a confusão.
Qual a diferença entre carro híbrido e carro automático?
São coisas diferentes. Híbrido descreve o motor: combustão mais elétrico. Automático descreve o câmbio. Um híbrido é quase sempre automático, e em muitos deles o câmbio é um tipo de CVT próprio, que combina os dois motores. Já um automático pode ser só a combustão.
Qual a diferença entre ECU e TCU no câmbio automático?
ECU é o módulo do motor; TCU, também chamado de TCM, é o módulo do câmbio. Os dois conversam o tempo todo: o módulo do motor informa rotação e carga, e o do câmbio decide a marcha e comanda os solenoides. Em alguns carros os dois estão numa mesma central.
Como funciona a aceleração no câmbio automático?
Você pisa, e o módulo lê a posição do acelerador, a velocidade e a rotação para escolher a marcha. Pisada leve, troca cedo e rotação baixa. Pedal no fundo, o kickdown reduz uma ou duas marchas para ganhar força. No conversor de torque, o estator ainda multiplica a força na saída, por isso o automático arranca forte sem patinar embreagem.
Fontes deste guia
além do conteúdo do Guia do Auto
- Chevrolet posições da alavanca, fluido e plano de manutenção do câmbio automáticoManual do Onix/Onix Plus 2026 ↗
- ZF câmbios automáticos 6HP e 8HPCâmbios para carros de passeio ↗
- GM câmbio automático de 10 marchasComunicado de 2016 (reproduzido) ↗
- Toyota CVT com marcha de partidaComunicado TNGA, 2018 ↗
- Wikipedia história do automático, do conversor e da dupla embreagem (só Wikipedia, sem segunda fonte)Hydramatic ↗Fluid coupling ↗Dual-clutch transmission ↗Direct-shift gearbox ↗Automatic transmission ↗
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