Muitos motoristas brasileiros acreditam que consumir cerveja classificada como “sem álcool” é uma alternativa segura para dirigir, mas essa é uma percepção que pode custar caro. A realidade é que, de acordo com o Click Petróleo e Gás, a denominação não garante a ausência total da substância no organismo, o que pode levar a autuações rigorosas na fiscalização de trânsito.
O consumo excessivo em um curto intervalo de tempo pode fazer com que o etilômetro registre níveis detectáveis de álcool, resultando em infração gravíssima. As consequências para o condutor incluem multa de R$ 2.934,70, suspensão da CNH por 12 meses e possível remoção do veículo ao depósito se não houver um motorista habilitado disponível no local.
Entenda a diferença entre os rótulos
A confusão começa na própria classificação industrial das bebidas no Brasil. A Instrução Normativa nº 65, de 2019, permite que produtos identificados apenas como “sem álcool” contenham até 0,5% de álcool por volume, exigindo apenas um aviso no rótulo.
Como mostra a tabela, apenas as bebidas classificadas tecnicamente como “zero álcool” possuem um limite significativamente mais rigoroso, de até 0,05%. A diferença reside no processo produtivo: enquanto as “sem álcool” costumam utilizar a fermentação interrompida, as “zero” passam por procedimentos mais complexos, como a destilação a vácuo, para a remoção quase total do álcool.
Riscos na fiscalização e reincidência
A Resolução nº 432 do Contran estabelece que qualquer medição entre 0,05 mg/l e 0,33 mg/l no bafômetro caracteriza infração administrativa. O motorista deve estar ciente de que as mesmas penalidades são aplicadas caso ele se recuse a realizar o teste de alcoolemia.
Além da rigidez da Lei Seca, o bolso do condutor pode ser severamente impactado em caso de reincidência. Se o motorista for autuado novamente por alcoolemia ou recusa ao teste dentro do período de 12 meses, o valor da multa é dobrado, saltando para R$ 5.869,40.
Com o Brasil ocupando a segunda posição mundial no consumo desse tipo de bebida, a recomendação de autoridades e especialistas é clara: na dúvida, o ideal é evitar o consumo antes de assumir a direção. A segurança viária depende da prudência do condutor, e verificar o rótulo antes de beber é um passo fundamental para evitar problemas legais graves.
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