Fórmula 1: como funciona a categoria
Quem manda, como é a temporada, quantas equipes e pilotos disputam e como os pontos definem os dois campeões do ano.
Pontos por posição no GP
Pontuação completa de um Grande Prêmio (8 primeiros)
Fonte: FIA, Regulamento Geral 2026 (Seção A, art. A2.2.1); 9º vale 2 pontos e 10º vale 1
A Fórmula 1 é um campeonato mundial com 24 corridas em 2026, 11 equipes e 22 pilotos, que disputa dois títulos ao mesmo tempo: o de pilotos e o de construtores. Entender essa engrenagem é o que transforma uma corrida em uma história.
Todo domingo de GP, milhões de pessoas sentam na frente da TV para ver 22 carros darem voltas em uma pista. Quem está começando a acompanhar costuma ficar com a mesma dúvida: por que isso é a “categoria máxima” do automobilismo, e o que exatamente está em jogo além de quem cruza a linha primeiro? A resposta envolve regras escritas por um órgão de 1904, uma empresa americana que é dona do espetáculo e uma pontuação que faz o quinto lugar valer tanto quanto um pódio em certas tardes.
Este é o guia principal da área de Fórmula 1 do Guia do Auto. Aqui você entende o esqueleto da categoria: quem manda, como é um ano de F1, o que é equipe e o que é piloto, de onde ela veio, por que virou moda e cinema e o que a própria F1 diz sobre o impacto ambiental que causa. Os detalhes de cada peça, do motor híbrido ao pneu macio, ficam nos guias específicos listados no fim. Mas antes de qualquer sigla, existe uma pergunta que a maioria dos fãs nunca parou para responder: por que o nome é “Fórmula”?
O essencial
- “Fórmula” é o conjunto de regras que todo carro precisa seguir; “1” indica que é a categoria principal, segundo a própria F1.
- A FIA, fundada em 1904, é dona do campeonato e escreve as regras. A Liberty Media, dos Estados Unidos, é dona dos direitos comerciais, via Formula One Management (FOM).
- Em 2026 são 24 Grandes Prêmios em 21 países, 6 deles com corrida sprint, entre março e dezembro.
- 11 equipes, 2 carros cada, 22 pilotos. Cada equipe projeta e constrói o próprio carro.
- Dois títulos por ano: Mundial de Pilotos (desde 1950) e Mundial de Construtores (desde 1958).
- Pontos: 25 para o vencedor, 18 para o segundo, 15 para o terceiro, até 1 ponto para o décimo. Na sprint, de 8 a 1 para os oito primeiros.
- O Brasil tem oito títulos com Fittipaldi, Piquet e Senna, e recebe o GP de São Paulo em Interlagos no dia 8 de novembro de 2026.
O que é a Fórmula 1 e por que ela é a categoria máxima
A Fórmula 1 é o Campeonato Mundial de automobilismo da FIA para carros de monoposto, ou seja, carros de um lugar só, com rodas descobertas, feitos para nada além de correr. Segundo a formula1.com, o nome tem duas partes: “Fórmula” é o conjunto de regras, que cobre desenho do carro, tamanho do motor e uso de peças, e “1” indica que é a categoria principal. Fórmula 2 e Fórmula 3, as categorias de acesso, seguem a mesma lógica com regras próprias.
O que a coloca no topo é a soma de três coisas que nenhuma outra categoria reúne no mesmo nível: cada equipe constrói o próprio carro, o campeonato roda o mundo inteiro e o carro é o mais rápido do automobilismo de circuito, passando de 370 km/h em algumas pistas, segundo a F1. É também um esporte de equipe de verdade: trocar os quatro pneus em menos de 2 segundos no pit stop, a parada nos boxes, exige cerca de vinte pessoas ensaiadas como uma orquestra.
Fórmula = regras
Um livro de regulamentos técnico, esportivo e financeiro. Todo carro da grade nasce dentro dessa caixa, e a graça está em quem interpreta melhor o regulamento.
Cada equipe faz o carro
Ao contrário de categorias de carro igual para todos, como a Fórmula 2, aqui a equipe é também construtora. Por isso existe um título para ela.
Campeonato mundial
24 corridas em 21 países e cinco continentes em 2026. O título se decide somando pontos do começo ao fim do ano, não em uma final.
Dois campeões por ano
Piloto campeão e equipe campeã. Em muitos anos são de times diferentes, e é aí que a temporada fica boa de acompanhar.
Guarde uma ideia: a F1 é um campeonato de engenharia tanto quanto de pilotagem. O carro mais rápido costuma ganhar, e por isso o fã experiente olha tanto para quem desenhou a asa quanto para quem está no volante.
Ofertas do Dia












Quem organiza: FIA e Liberty Media
Dois donos, duas funções. A FIA, a Federação Internacional do Automóvel, é a dona do campeonato: o Regulamento Geral de 2026 diz, no artigo A1.1.2, que o Mundial é propriedade exclusiva da FIA e que ela concedeu ao detentor dos direitos comerciais o direito de explorá-los. Esse detentor é a Formula One Management, a FOM, e a FOM pertence à Liberty Media, uma empresa de mídia dos Estados Unidos.
Traduzindo para o dia a dia da transmissão: quando você ouve que “a FIA puniu o piloto”, é o órgão regulador agindo, com comissários, inspeção técnica e direção de prova. Quando ouve que “a F1 fechou contrato com uma nova cidade” ou lançou um filme, é a FOM, o lado comercial. A FIA existe desde 1904 e cuida de várias categorias; a F1 é a vitrine.
Quem faz o quê na F1
Três nomes que aparecem o tempo todo na transmissão
Fonte: FIA, Seção A 2026 (art. A1.1.2); formula1.com
Essa divisão explica muita briga de bastidor. Regra nova, como o regulamento de 2026, passa pela FIA com participação das equipes. Calendário, direitos de TV, ingressos e o dinheiro que cada equipe recebe passam pela FOM. Quem acompanha há anos sabe que os dois lados nem sempre concordam, e é normal a transmissão falar de reuniões, votações e “acordo da Concórdia”, o contrato comercial entre as partes.
Dica: na dúvida sobre quem decide o quê, pense assim: regra e punição são FIA; dinheiro, calendário e espetáculo são F1 (FOM e Liberty Media). O carro precisa agradar os dois: passar na inspeção técnica e caber no orçamento.
Breve história da categoria: de Silverstone a 2026
O Mundial começou em 13 de maio de 1950, em Silverstone, no Reino Unido, segundo a formula1.com. Aquela primeira temporada teve apenas 7 etapas, quase todas na Europa, e terminou com Giuseppe Farina campeão pela Alfa Romeo, à frente dos companheiros Juan Manuel Fangio e Luigi Fagioli. Corrida de carro já existia desde o fim do século XIX, mas 1950 marca o início do campeonato oficial que continua até hoje.
O título de equipes, o Mundial de Construtores, só nasceu em 1958, quando a Vanwall venceu a Ferrari. A Ferrari, aliás, é a única equipe que corre desde a primeira temporada, sem interrupção. Entre as atuais, a Haas chegou em 2016 e a Cadillac estreia em 2026, formando a 11ª equipe da grade.
Marcos da categoria
Do primeiro Mundial ao regulamento de 2026
Fonte: formula1.com, guias 'Everything you need to know about F1' e 'GP de São Paulo 2026'
Os regulamentos mudam em ciclos, e cada ciclo define uma “era”. A mais recente foi a do efeito solo, de 2022 a 2025, quando o assoalho do carro tinha túneis que o sugavam para o chão. Em 2026 a F1 virou a página com a maior mudança em mais de uma década, segundo a formula1.com: carro mais curto, mais estreito e mais leve, assoalho mais plano, asa móvel (o chamado Active Aero) e motor 1.6 V6 turbo híbrido com divisão de cerca de 50% a 50% entre combustão e eletricidade.
É nessa linha do tempo que entram os nomes que todo fã conhece. Lewis Hamilton e Michael Schumacher dividem o recorde de 7 títulos. Juan Manuel Fangio tem 5, conquistados nos anos 1950. Alain Prost, Sebastian Vettel e Max Verstappen têm 4 cada. Ayrton Senna ficou em 3, com a carreira interrompida pelo acidente no GP de San Marino de 1994. Hamilton também guarda os recordes de vitórias, 105, e de poles, 104, no início de 2026.
Os maiores campeões
Títulos mundiais de pilotos até o início de 2026
Fonte: formula1.com, 'Everything you need to know about F1' (lista de campeões)
Vale a pena conhecer essa história para entender o esporte? Sim, e por um motivo prático: quase toda discussão de hoje é uma repetição. Rivalidade entre companheiros de equipe, equipe dominante que aborrece a temporada, regra nova que embaralha a ordem. Quem conhece 1988, com a McLaren-Honda vencendo 15 das 16 corridas, entende melhor o que significa um time dominar um ano.
Como é um ano de F1: calendário, pontos e os dois campeonatos
Uma temporada de F1 é uma sequência de Grandes Prêmios, os GPs, espalhados de março a dezembro. Em 2026 são 24, o máximo que o regulamento da FIA permite (o mínimo para valer como campeonato é 8). Cada GP distribui pontos, e a soma no fim do ano define os dois campeões. Não existe mata-mata nem final: cada corrida pesa igual.
Os números da temporada
O que as regras dizem sobre o calendário e a corrida
Fonte: FIA, Seção A 2026 (A2.1.2); formula1.com
A pontuação do GP, pelo Regulamento Geral 2026 da FIA, vai de 25 pontos para o vencedor a 1 ponto para o décimo: 25, 18, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1. Repare no degrau entre primeiro e segundo: 7 pontos. É por isso que uma vitória muda tanto uma tabela, e é por isso que o piloto que termina em segundo tantas vezes acaba campeão em cima de um rival que alterna vitória e abandono.
Os pontos do piloto contam para o Mundial de Pilotos. Os pontos dos dois carros de cada equipe, somados, contam para o Mundial de Construtores. Aí está a graça dupla: o piloto briga pelo título dele, mas a equipe precisa que os dois pilotos pontuem. Um segundo piloto que abandona muito custa caro no campeonato da equipe, e é o campeonato da equipe que define o quanto ela recebe de prêmio.
Mundial de Pilotos
Soma dos pontos de cada piloto no ano. O título que todo mundo lembra: Senna, Schumacher, Hamilton, Verstappen.
Mundial de Construtores
Soma dos pontos dos dois carros da equipe. Existe desde 1958 e é o que paga a conta: define a fatia do prêmio no fim do ano.
Agora o fim de semana. No formato padrão, a sexta-feira tem dois treinos livres de 60 minutos (TL1 e TL2), para acertar o carro. O sábado tem o TL3 e a classificação, dividida em três partes: no Q1, de 18 minutos, os seis mais lentos caem; no Q2, de 15 minutos, mais seis; o Q3, de 13 minutos, define os dez primeiros e a pole position, a primeira posição do grid. O domingo é a corrida, com a distância mínima de 305 km (260 km em Mônaco, por causa da pista estreita), e dura em geral de 1h30 a 2h.
Um fim de semana de GP, dia a dia
Formato padrão, sem sprint
Fonte: formula1.com, 'Everything you need to know about F1'
Em 6 etapas de 2026, China, Miami, Silverstone, Montreal, Zandvoort e Singapura, o formato muda: é o fim de semana de sprint. A sprint é uma corrida curta, de 100 km, cerca de um terço de um GP, com uns 30 minutos de duração e sem parada obrigatória nos boxes. Ela dá pontos de 8 a 1 para os oito primeiros e tem uma classificação própria no lugar do TL2. Cada sessão, com horários, estratégia e o que olhar, está no guia de fim de semana de GP, listado no fim deste texto.
Atenção: os pontos acima são os de um GP completo. Se a corrida for encurtada por chuva ou acidente, o regulamento da FIA prevê tabelas reduzidas conforme a distância percorrida. Em dia de bandeira vermelha, a conta final pode ser bem diferente da esperada.
Equipes, pilotos e carros: quem faz o quê na grade
A grade de 2026 tem 11 equipes e 22 pilotos: cada equipe inscreve exatamente 2 carros, e o regulamento da FIA limita o campeonato a 24 carros. Equipe, em F1, é construtora: ela projeta o chassi, a aerodinâmica e boa parte do que você vê. O que ela pode comprar é a unidade de potência, a power unit, o conjunto de motor a combustão mais sistema elétrico. Segundo a formula1.com, os fornecedores em 2026 incluem Ferrari, Mercedes, Red Bull Powertrains em parceria com a Ford, Audi e Honda.
Isso cria uma hierarquia que o fã antigo reconhece de longe: há equipes que fazem tudo, do motor ao chassi, e equipes clientes, que compram a power unit e constroem o resto. Sete das 11 equipes têm base na Inglaterra, segundo a formula1.com; Ferrari e Racing Bulls operam na Itália; a Audi fica na Suíça; a Cadillac tem sede em Fishers, nos Estados Unidos, e uma base perto de Silverstone.
Títulos de construtores
Mundiais de equipes até o início de 2026
Fonte: formula1.com, 'Everything you need to know about F1'
O gráfico acima mostra por que a Ferrari é a referência: 16 títulos de construtores, seguida por McLaren com 10 (o mais recente em 2025), Williams com 9, Mercedes com 8 e Red Bull com 6. Em vitórias, a Ferrari soma 248 no início de 2026, contra 203 da McLaren, 131 da Mercedes, 130 da Red Bull e 114 da Williams. Esses números pesam na hora de escolher para quem torcer, e o guia de equipes, listado no fim, ajuda nessa decisão.
O carro
Monoposto de rodas descobertas, projetado pela equipe. Em 2026, menor, mais leve, com assoalho mais plano e asa móvel para reduzir o arrasto nas retas.
A power unit
Motor 1.6 V6 turbo híbrido. Em 2026, cerca de metade da potência vem da parte elétrica, que recupera energia na frenagem.
Os dois pilotos
Mesmo carro, mesmas regras. O companheiro de equipe é a única comparação direta, e é a rivalidade que mais rende história.
Quatro campeões do mundo estão na grade de 2026, segundo a formula1.com: Hamilton, Verstappen, Fernando Alonso e Lando Norris, campeão em 2025. O caminho de um garoto do kart até uma dessas 22 vagas está no guia de como virar piloto, no fim desta página.
A F1 e a cultura: moda, cinema, Interlagos e o estilo de vida do fã
Poucos esportes viraram estilo de vida como a F1. O boné da equipe, a camiseta com o número do piloto, o despertador de domingo cedo para corrida na Ásia, o grupo de amigos que discute estratégia de pneu como quem discute escalação: tudo isso é cultura de arquibancada que a categoria exporta há décadas. Segundo a formula1.com, centenas de milhares de pessoas passam pelos portões a cada fim de semana de GP, e milhões acompanham de longe.
O cinema ajudou nessa onda mais recente. F1 The Movie, produção da Apple Original Films, estreou em 25 de junho de 2025 (27 de junho na América do Norte), com Brad Pitt no papel de um piloto veterano, e foi filmado em fins de semana reais de GP, segundo a F1. Para o fã antigo, é um filme com detalhes de paddock, a área de bastidores das equipes, que antes só quem trabalhava lá via. Para quem está começando, é uma porta de entrada.

No Brasil, a cultura da F1 tem endereço: Interlagos, o Autódromo José Carlos Pace, em São Paulo. A pista começou a ser construída em 1938 e recebeu a F1 pela primeira vez em 1973, segundo a formula1.com. Em 2026, o GP de São Paulo é no domingo, 8 de novembro, às 17h, com 71 voltas de 4,309 km, o que dá 305,879 km de prova. A volta mais rápida registrada ali é de 1:10.540, feita em 2018.
A F1 no Brasil: Interlagos
GP de São Paulo 2026, Autódromo José Carlos Pace
- Corrida em 20268/11domingo, 17h (formula1.com)
- Volta4,309 km71 voltas, 305,879 km
- Na F1 desde1973pista começou a ser construída em 1938
Fonte: formula1.com, página do GP de São Paulo 2026
E tem a parte que faz o brasileiro ser fã por herança: oito títulos mundiais em três nomes. Emerson Fittipaldi foi campeão em 1972 e 1974, o mais jovem da época, aos 25 anos no primeiro título. Nelson Piquet venceu em 1981, 1983 e 1987. Ayrton Senna, em 1988, 1990 e 1991, com 35 vitórias nos seis anos de McLaren, segundo o Hall da Fama da FIA publicado na formula1.com.
Brasileiros campeões do mundo
Oito títulos em três nomes
Fonte: formula1.com, Hall da Fama da FIA (páginas de Fittipaldi, Piquet e Senna)
Moda
Cor de equipe e número de piloto viraram roupa de rua. O vermelho da Ferrari e o papaia da McLaren são reconhecidos até por quem não vê corrida.
Cinema e tela
Filme com estreia mundial em 2025, transmissão com câmera onboard e jogos que reproduzem as pistas. O guia de como assistir, no fim, mostra cada opção.
Herança brasileira
Fittipaldi, Piquet e Senna fizeram gerações acordarem cedo no domingo. Interlagos mantém essa ligação viva todo mês de novembro.
Impacto ambiental e metas de sustentabilidade
A pergunta mais clicada por quem chega a este guia é sobre o impacto ambiental, e ela merece resposta sem maquiagem. A F1 transporta 11 equipes, carros, peças e pessoas por 21 países em um ano. O peso disso não está no combustível queimado na pista, que é pequeno diante do resto; está em viagens, logística, instalações e operação dos eventos. É a própria F1 que diz isso ao definir suas metas.
Segundo a formula1.com, a categoria assumiu o compromisso de ser carbono zero (Net Zero) até 2030 e de reduzir pela metade, em relação à base de 2018, as emissões de viagens, logística, instalações e operação de eventos. Entre as medidas citadas está o uso de combustível sustentável de aviação nos deslocamentos. Como todo compromisso desse tipo, é uma meta declarada pela própria empresa, e cabe ao fã cobrar o resultado.
Metas e novidades de 2026
O que a própria F1 informa
- Meta de carbono zero2030metade das emissões sobre a base de 2018
- Potência elétrica~50%quase metade vem de energia recuperada
- Petróleo no combustível0nada vem de petróleo bruto, diz a F1
Fonte: formula1.com, 'Regulamento 2026 explicado' (combustíveis) e 'What is F1'
Na pista, a mudança de 2026 é a mais visível. O combustível é “sustentável avançado”: segundo a F1, nada nele vem de petróleo bruto; ele pode ser feito de carbono capturado do ar, lixo urbano ou biomassa que não compete com alimento, e funciona como substituto direto do combustível fóssil, o chamado drop-in. A power unit passa a tirar quase 50% da potência de energia elétrica recuperada. A F1 descreve o motor como o mais eficiente do mundo, e a ideia declarada é que a tecnologia chegue ao carro de rua.
Como o fã pode reduzir o próprio impacto? A parte que depende de você está em como você vai ao autódromo e no que consome lá. Ir de transporte público ou dividindo carro, levar garrafa reutilizável e preferir produtos oficiais de equipes que informam a origem do material são hábitos simples. Se o combustível de 2026 serve no seu carro, e o que isso muda na bomba, está no guia de combustível e óleo, listado adiante.
Importante: meta de carbono zero não significa corrida sem emissão. Significa que a F1 promete reduzir o que pode e compensar o resto até 2030. Os números acima são os que a própria categoria publica; não há auditoria independente citada na fonte.
Onde ir a partir daqui: os guias da área de Fórmula 1
Este guia é o mapa. Cada peça da F1 tem um guia próprio, escrito para o fã que quer entender de verdade o que vê na TV. Comece pelo que mais te intriga.
- Fim de semana de GP: treinos, classificação, grid e sprint: o que acontece de sexta a domingo, sessão por sessão.
- DNF, DNS, DSQ, safety car e outras siglas da Fórmula 1: o dicionário da transmissão.
- Motor híbrido da F1: ERS, KERS, MGU-K e power unit: como a parte elétrica entrega metade da potência.
- Aerodinâmica da F1: downforce, arrasto, DRS e força G: por que o carro gruda no chão na curva.
- Pneus da F1: compostos duro, médio e macio, chuva e grip: a estratégia que decide corrida.
- Circuitos da F1: curvas, Mônaco, Nürburgring e pistas: de Interlagos às pistas clássicas da Europa.
- Carro de Fórmula 1: chassi, peso, cockpit, Halo e telemetria: o carro por dentro.
- Fórmula 1 x Stock Car, Indy, kart e outras categorias: as diferenças para o que corre no Brasil.
- Combustível e óleo de F1 funcionam em carro de rua?: o que da pista chega ao posto.
- Maiores pilotos da Fórmula 1: lendas e brasileiros: de Fangio a Verstappen, com Senna, Piquet e Fittipaldi.
- Equipes da F1: como escolher para torcer, Ferrari e McLaren: história e estilo de cada time.
- Como assistir à Fórmula 1: ingressos, TV, onboard e jogos: do sofá a Interlagos.
- Como virar piloto de Fórmula 1: do kart à superlicença: o caminho até uma das 22 vagas.
Está começando
Leia o fim de semana de GP e as siglas. Com isso, a transmissão de domingo passa a fazer sentido inteira.
Gosta de carro
Motor híbrido, aerodinâmica e pneus. É onde a F1 se conecta com o carro da sua garagem.
Já é fã
Maiores pilotos, equipes e circuitos. E o guia de como assistir, para planejar Interlagos em novembro.
O que muda para você
Para o fã, entender a estrutura muda o jeito de ver a corrida: você passa a acompanhar duas tabelas (pilotos e construtores), a ler a estratégia de quem precisa de 1 ponto e de quem precisa de 25, e a entender por que uma punição da FIA pesa mais do que parece. Para o apaixonado por carro, 2026 é o ano em que a F1 mais se aproximou do carro de rua: motor meio a meio e combustível sem petróleo. Para o bolso, a decisão é uma só: assistir pela TV, pelo streaming ou ir a Interlagos no dia 8 de novembro, e cada opção tem custo e experiência diferentes.
No sofá
Acompanhe as duas tabelas e o degrau de pontos. A corrida de quinto lugar pode valer o título no fim do ano.
Na garagem
Híbrido, recuperação de energia na frenagem e combustível sintético: a F1 testa hoje o que o seu próximo carro pode ter.
No autódromo
Interlagos, 8 de novembro de 2026, 17h. Planeje transporte e ingresso com antecedência; o guia de como assistir ajuda.
A F1 é regra, engenharia e pontos, mas é principalmente uma história que recomeça toda temporada em março e se decide em dezembro. Agora que você conhece o esqueleto, escolha um guia da lista acima e vá fundo no pedaço que mais te chama. Qual foi a corrida que fez você começar a acompanhar?
Todos os guias de Fórmula 113 guias
- Fim de semana de GP: treinos, classificação, grid e sprint
- DNF Fórmula 1: guia de 3 siglas sem erro
- Motor híbrido da F1: ERS, KERS, MGU-K e power unit
- Aerodinâmica da F1: downforce, arrasto, DRS e força G
- Pneus da F1: compostos duro, médio e macio, chuva e grip
- Circuitos da F1: curvas, Mônaco, Nürburgring e pistas
- Carro de Fórmula 1: chassi, peso, cockpit, Halo e telemetria
- Fórmula 1 x Stock Car, Indy, kart e outras categorias
- Combustível e óleo de F1 funcionam em carro de rua?
- Maiores pilotos da Fórmula 1: lendas e brasileiros
- Equipes da F1: como escolher para torcer, Ferrari e McLaren
- Como assistir à Fórmula 1: ingressos, TV, onboard e jogos
- Como virar piloto de Fórmula 1: do kart à superlicença
Perguntas frequentes
O que é Fórmula 1 e por que é considerada a categoria máxima do automobilismo?
É o Campeonato Mundial da FIA para monopostos, disputado em 24 corridas em 21 países em 2026. Está no topo porque cada equipe projeta o próprio carro, o campeonato é mundial e os carros são os mais rápidos do automobilismo de circuito, passando de 370 km/h segundo a F1. Dois títulos são disputados ao mesmo tempo: pilotos e construtores.
Qual a diferença entre FIA e Fórmula 1?
A FIA é o órgão que regula o esporte e é dona do campeonato, segundo o Regulamento Geral 2026. A Fórmula 1, como empresa, é a Formula One Management, dona dos direitos comerciais e controlada pela Liberty Media. Regra e punição são FIA; calendário, TV e dinheiro são F1.
Como funciona a pontuação da Fórmula 1?
Pelo regulamento da FIA de 2026, os dez primeiros pontuam: 25, 18, 15, 12, 10, 8, 6, 4, 2 e 1. Na sprint, os oito primeiros recebem de 8 a 1. Os pontos do piloto vão para o Mundial de Pilotos e os dos dois carros da equipe, somados, para o Mundial de Construtores.
Quantas equipes e pilotos tem a Fórmula 1?
Em 2026 são 11 equipes e 22 pilotos, com 2 carros por equipe, segundo a formula1.com. O regulamento da FIA limita o campeonato a 24 carros. A Cadillac é a equipe nova de 2026; a Ferrari é a única que corre desde 1950.
Vale a pena conhecer a história da Fórmula 1 para entender o esporte?
Sim. O Mundial começou em 1950, o título de construtores em 1958, e quase toda polêmica atual tem um precedente: domínio de uma equipe, rivalidade entre companheiros, regra nova que muda a ordem. Saber que Hamilton e Schumacher têm 7 títulos, ou que Senna venceu 3, dá a régua para avaliar o que você vê hoje.
Qual é a relação entre a Fórmula 1 e a história do automobilismo?
Corrida de carro existe desde o fim do século XIX, com os Grandes Prêmios ganhando força nas décadas seguintes, mas o campeonato oficial começou em 1950, segundo a formula1.com. A F1 herdou o nome “Grande Prêmio” e pistas como Silverstone, Mônaco, Monza e Spa, que estão no calendário desde a primeira temporada.
Como evitar impactos ambientais negativos causados pela Fórmula 1?
A parte da categoria está nas metas declaradas: carbono zero até 2030, emissões de logística e eventos pela metade em relação a 2018 e combustível sem petróleo a partir de 2026, segundo a formula1.com. A parte do fã está em como vai ao autódromo e no que consome lá: transporte coletivo, carona e menos descartável.
Quando é o GP do Brasil de 2026 e onde é a corrida?
O GP de São Paulo 2026 é no domingo, 8 de novembro, às 17h, em Interlagos, o Autódromo José Carlos Pace, segundo a formula1.com. São 71 voltas de 4,309 km. A pista recebe a F1 desde 1973.
Fontes deste guia
além do conteúdo do Guia do Auto
- FIA regulamento geral e esportivo 2026Seção A: disposições gerais, edição 03 ↗
- Fórmula 1 (formula1.com) grade, calendário, história, campeões, Interlagos e combustível 2026Tudo o que você precisa saber sobre a F1 ↗O que é a F1 ↗Regulamento 2026: combustíveis sustentáveis ↗GP de São Paulo 2026 (Interlagos) ↗Hall da Fama: Ayrton Senna ↗Hall da Fama: Nelson Piquet ↗Hall da Fama: Emerson Fittipaldi ↗
Ofertas do Dia















