CG 160 – Guia do Auto https://guiadoauto.com.br Portal de notícias automotivas, glossário técnico, dicas e análises para motoristas brasileiros. Thu, 15 Jan 2026 15:04:44 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://guiadoauto.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-favicon_alfa-32x32.png CG 160 – Guia do Auto https://guiadoauto.com.br 32 32 Mercado de motos seguirá aquecido em 2026: Fenabrave projeta 2,4 milhões após recorde histórico de 2,19 milhões em 2025 https://guiadoauto.com.br/mercado-motos-2026/ Thu, 15 Jan 2026 16:33:00 +0000 https://guiadoauto.com.br/?p=83504 Projeção otimista, demanda firme e novo patamar para as duas rodas

O mercado de motos entra em 2026 com perspectiva de continuidade do ciclo positivo. Após o recorde de 2,19 milhões de emplacamentos em 2025, a projeção aponta para 2,4 milhões no próximo ano.

O avanço não é casual. Ganha força o uso profissional nas entregas, a adoção familiar e o impacto do crédito mais seletivo, que deslocou parte da procura do carro para a moto. O consórcio, com cerca de 30% das vendas, reforça o fôlego.

Quem sente os efeitos são entregadores, consumidores de mobilidade diária, fabricantes e concessionárias. Segundo a Fenabrave, o setor entrou em um novo patamar, apoiado por demanda recorrente e crescente capilaridade.

O que sustenta o mercado de motos em 2026

Com a retomada do emprego informal e a expansão dos aplicativos, a moto virou ferramenta de renda e de acesso. O mercado de motos se beneficia desse comportamento, que amplia a base de compradores recorrentes.

O crédito mais rígido e juros altos deixaram o carro zero menos acessível a parte do público. Nesse cenário, a moto passa a ser a porta de entrada para a mobilidade individual.

O consórcio ganhou protagonismo. Com tíquete reduzido e prazos longos, responde por cerca de 30% das aquisições e suaviza o impacto das parcelas na renda mensal do comprador.

Há ainda um efeito de reposição mais rápido entre profissionais. Quilometragem elevada acelera a troca, alimentando o giro nas concessionárias e sustentando volumes consistentes.

Como manter o ritmo sem perder qualidade no crédito e na produção? A resposta passa por portfólios ajustados, logística eficiente e programas de fidelização para quem roda todos os dias.

  • Uso profissional em expansão nas entregas urbanas.
  • Crédito seletivo empurra demanda do carro para a moto.
  • Consórcios amortecem juros altos e elevam aprovação.
  • Custos de uso e manutenção mais previsíveis que no carro.

Recordes de 2025 e comparação histórica

O ano de 2025 consolidou um salto relevante. Foram 2,19 milhões de emplacamentos, alta de 17,1% sobre 2024, quando o total foi de 1,87 milhão. O resultado superou, com margem, as melhores marcas anteriores.

No fechamento do ano, dezembro trouxe 193.163 unidades, avanço de 6,96% ante novembro e de 27,1% frente a dezembro de 2024. O varejo manteve tração mesmo com a sazonalidade típica.

Para 2026, a Fenabrave projeta 2,4 milhões de motos. Em termos relativos, isso sugere elevação próxima de 9 a 10% sobre 2025, indicando continuidade do ciclo, embora em ritmo moderado.

Por que esse patamar é relevante? Porque consolida uma mudança estrutural da matriz de mobilidade, com a moto como solução permanente para trabalho e deslocamentos curtos.

Mini-análise: o equilíbrio entre produção e demanda reduz o risco de estoque alto. Com fluxo saudável, a rede gira capital mais rápido e preserva margens em um mercado competitivo.

PeríodoEmplacamentosVariaçãoObservação
20241,87 milhãoBase de comparaçãoPré-salto
20252,19 milhões+17,1% vs 2024Recorde histórico
20262,4 milhões (projeção)~+9,6% vs 2025Continuidade do ciclo
Dez 2025193.163+6,96% vs nov e +27,1% vs dez 2024Sazonalidade positiva

Lideranças e modelos preferidos do brasileiro

A liderança permaneceu consolidada. A Honda manteve ampla vantagem e investiu para sustentar capacidade e qualidade. A Yamaha segue na vice-liderança, com a Shineray em terceiro.

Nos modelos, a CG 160 emplacou cerca de 478.430 unidades e foi o veículo mais vendido do país, superando automóveis em volume. É um símbolo da preferência por robustez e baixo custo de manutenção.

A primeira Yamaha na lista foi a YBR 150 Factor, com quase 72 mil unidades, distante da líder, mas consistente entre profissionais e iniciantes.

Entre as scooters, a Honda PCX 160 ultrapassou 53 mil unidades e a Elite 125 ficou perto de 32 mil. São alternativas urbanas com praticidade e economia.

A Mottu Sport 110i, muito vista nas ruas pela locação para entregas, ganhou espaço e ajudou a compor o top 10, reforçando o elo entre trabalho e mobilidade barata.

  • CG 160: referência em durabilidade e rede ampla.
  • YBR 150: custo equilibrado e mecânica simples.
  • PCX 160: conforto urbano e bom consumo.
  • Elite 125: acessível e prática para o dia a dia.

Mini-análise: quando o preço dos combustíveis oscila, modelos com manutenção previsível e peças acessíveis ganham vantagem. Isso se reflete em fidelização e alto valor de revenda.

Como essa cesta de preferências se traduz em 2026? A tendência é de continuidade, com ajustes de versões e incrementos de segurança e conectividade para ampliar a proposta de valor.

Estratégias de marcas e o futuro elétrico do mercado de motos

Na frente industrial, a Honda anunciou mais de R$ 1,6 bilhão para modernização em Manaus. O objetivo é preparar linhas e processos para motocicletas eletrificadas.

Esse movimento sinaliza antecipação de portfólio. Embora o elétrico ainda avance em ritmo gradual, a base produtiva pronta reduz prazos quando a demanda acelerar.

A vice-líder Yamaha e outras marcas tendem a seguir com foco em eficiência e custo total de propriedade. Itens como pneus, pastilhas e revisões entram no radar de quem roda muito.

O que pode destravar a eletrificação? Preço competitivo, rede de serviços preparada e políticas públicas estáveis. Sem isso, o consumidor profissional deve permanecer no motor a combustão.

Para o mercado de motos, 2026 será de consolidação. O desafio é equilibrar inovação com o núcleo de volume, que segue ancorado em modelos acessíveis e resistentes.

Na rede de concessionárias, as estratégias incluem pós-venda ágil, pacotes de manutenção e ofertas de financiamento combinadas a consórcios. A experiência de entrega rápida virou diferencial.

Do lado do consumidor, a previsibilidade na aprovação e nas parcelas pesa mais que pequenos descontos. O mercado de motos responde priorizando ofertas simples e transparentes.

Haverá espaço para scooters avançarem mais um degrau? Com trânsito denso e custos sob pressão, a resposta tende a ser positiva, especialmente nas capitais.

Mini-análise: a elasticidade de demanda em relação ao preço é sensível para o profissional. A manutenção de prazos longos e adiantamentos menores pode sustentar o fluxo sem elevar inadimplência.

Em síntese, 2026 não começa do zero. O setor sai de um recorde, mantém a rota e prepara o terreno para novas tecnologias, sem abrir mão do que funciona no dia a dia do brasileiro.

No curto prazo, a prioridade é defender margens e garantir disponibilidade dos modelos de alta rotação. No médio prazo, integração de dados e telemetria pode otimizar serviços e retenção.

Com base no histórico recente, o mercado de motos encontrou um ponto de equilíbrio entre preço, utilidade e escala. Se a economia colaborar, a trajetória de alta tem tudo para continuar.

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