bndes – Guia do Auto https://guiadoauto.com.br Portal de notícias automotivas, glossário técnico, dicas e análises para motoristas brasileiros. Wed, 15 Apr 2026 19:01:12 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://guiadoauto.com.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-favicon_alfa-32x32.png bndes – Guia do Auto https://guiadoauto.com.br 32 32 Santos: R$ 200 milhões do BNDES para combater avanço do mar e alagamentos em 5 anos https://guiadoauto.com.br/santos-r-200-milhoes-bndes-combater-avanco-mar-alagamentos/ Wed, 15 Apr 2026 19:01:11 +0000 https://guiadoauto.com.br/santos-r-200-milhoes-bndes-combater-avanco-mar-alagamentos/ Santos prepara defesa contra o mar e alagamentos com R$ 200 milhões do BNDES

A cidade de Santos, no litoral paulista, está se mobilizando para enfrentar os impactos crescentes das mudanças climáticas. Com o avanço do mar pressionando a infraestrutura urbana e gerando alagamentos frequentes, a prefeitura anunciou um plano robusto de adaptação e resiliência. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um aporte de R$ 200 milhões para estruturar medidas que visam modernizar a drenagem, reforçar a proteção da orla e proteger mais de 200 mil moradores em um horizonte de até cinco anos.

Esses recursos, liberados no âmbito do programa BNDES Cidades Resilientes, não significam obras imediatas. A etapa atual foca na formatação técnica dos projetos, com um investimento estimado em R$ 7 milhões, antes de qualquer contratação de intervenções maiores. A formalização do empréstimo ainda depende de tramitação local, incluindo o aval da Câmara Municipal, e a expectativa é que as obras só avancem após a conclusão de estudos detalhados, projetos básico e executivo, licenciamento ambiental e debates públicos.

Adaptação da drenagem histórica à nova realidade

A estratégia para combater os alagamentos em Santos envolve uma revisão profunda da lógica histórica dos canais de drenagem, projetados originalmente pelo engenheiro Saturnino de Brito. O plano busca adaptar essa estrutura à pressão atual das marés e aos eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. A iniciativa abrange não apenas a Zona Noroeste, que já conta com um projeto de macrodrenagem em andamento, mas também as áreas mais antigas da cidade, como o Centro e a Zona Intermediária, além da própria orla.

A abordagem integrada com o BNDES para a Zona Leste, por exemplo, visa estruturar soluções de adaptação climática que tornem o território mais seguro e funcional. Entre as possibilidades em estudo estão a modelagem de risco climático, a requalificação de áreas vulneráveis, a ampliação de superfícies permeáveis e a criação de sistemas de drenagem mais eficientes.

A prefeitura entende que os alagamentos deixaram de ser um problema meramente operacional e passaram a exigir respostas permanentes de infraestrutura. A nova estratégia busca uma revisão mais ampla, com base em consultorias especializadas e em experiências de outras cidades que enfrentam desafios semelhantes. Conforme o prefeito Rogério Santos, a prioridade é conhecer metodologias e alternativas compatíveis com a configuração local.

“O que nós queremos agora é conhecer as experiências, para, aí sim, a gente optar por avançar no empréstimo que levaria às obras”, declarou o prefeito, ressaltando a importância da discussão técnica e do diálogo com a sociedade.

Modernização do CCO e solução para prédios inclinados

A parceria com o BNDES vai além da drenagem. O município também planeja a ampliação e modernização do Centro de Controle Operacional (CCO), com um investimento previsto de R$ 80 milhões. A proposta inclui a implementação de softwares avançados para monitorar o acúmulo de água no solo, otimizar o controle de dragagem e drenagem, gerenciar as comportas dos canais e integrar dados com áreas como segurança pública e resposta emergencial.

O CCO é considerado uma peça estratégica no enfrentamento de eventos climáticos extremos, e a modernização visa aprimorar a capacidade de resposta da cidade. Visitas técnicas do BNDES às comportas dos canais 3, 4 e 5 já foram realizadas para avaliar o potencial de automação desses sistemas.

Outro ponto que entrou na pauta de discussões com o BNDES são os chamados “prédios tortos” na orla. Embora em estágio menos avançado, estuda-se um modelo com perfil privado para que condomínios associados à ACOPI (Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados) possam acessar financiamento para intervenções de engenharia. A cidade acompanha 65 edifícios com desaprumo na orla, ligado a fundações antigas e características do solo local. A iniciativa busca amenizar ou corrigir o problema dessas estruturas.

Impacto para a população e o mercado

A aprovação do pacote de R$ 200 milhões pelo BNDES tem potencial para impactar positivamente a vida de mais de 200 mil pessoas, conforme afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante. Além de reduzir alagamentos e proteger a orla, as medidas visam melhorar a qualidade de vida e fortalecer a atividade econômica do município. Para motoristas e consumidores em geral, a modernização da infraestrutura pode significar menos transtornos com alagamentos, melhorias na mobilidade urbana e maior segurança em dias de chuva intensa.

Frotistas e empresas que dependem da logística de Santos podem se beneficiar de rotas mais seguras e menos sujeitas a interrupções. Oficinas mecânicas e o mercado automotivo nacional, por sua vez, indiretamente se beneficiam de uma cidade mais resiliente, que preserva seu patrimônio e sua economia, sustentando a demanda por veículos e serviços.

Apesar da aprovação do financiamento, a execução das obras depende da conclusão dos estudos, da definição de modelos jurídicos e financeiros, do licenciamento ambiental e das aprovações políticas necessárias. A expectativa é de que as intervenções concretas na cidade de Santos se concretizem em um prazo de quatro a cinco anos.

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