Frota brasileira tem mais de 15 anos e deve ser renovada regionalmente, defende ONSV
A idade média da frota de veículos no Brasil atingiu 15,43 anos, considerando todos os tipos de automóveis. O dado é parte do relatório Renovação da frota brasileira, divulgado pelo Observatório Nacional de segurança viária (ONSV), que utilizou informações do Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) para sua análise.
A constatação sobre a frota envelhecida é um alerta para a segurança viária e a eficiência do transporte no país. Um veículo com idade média superior a 13 anos, segundo estudos de engenharia automotiva, já ultrapassa sua vida útil ideal. Essa realidade impacta diretamente motoristas, que podem lidar com maior índice de falhas mecânicas, e o mercado, que necessita de um fluxo de renovação para se manter aquecido e tecnologicamente atualizado.
Diferenças regionais na idade da frota
A análise do ONSV revela disparidades significativas entre as regiões do Brasil quanto à idade dos veículos. A região Norte apresenta a frota mais nova, com média de 12,62 anos, enquanto o Sul detém a frota mais antiga, chegando a 19,7 anos de idade média.
| Região | Idade Média da Frota (anos) |
|---|---|
| Norte | 12,62 |
| Nordeste | 14,48 |
| Centro-Oeste | 16,16 |
| Sudeste | 18,37 |
| Sul | 19,70 |
O presidente do conselho deliberativo do ONSV, José Aurelio Ramalho, explica que essa diferença se deve a fatores históricos, como a demora na chegada da motorização ao Nordeste e a permanência de veículos mais antigos no Sul. Ele defende que a renovação da frota brasileira não precisa ser uma ação homogênea em todo o país, podendo ser fragmentada por região, de acordo com as necessidades e realidades locais.
Renovação da frota e segurança veicular
O relatório do ONSV reforça a importância da renovação da frota como uma das ações prioritárias do Pnatrans (Plano Nacional de Mortes e Lesões no Trânsito), especificamente no Pilar de Segurança Veicular. O objetivo é reduzir a gravidade dos ferimentos em acidentes de trânsito através do uso de veículos mais modernos e seguros.
Tecnologias como controle de estabilidade (ESC), airbags e Isofix são citadas como componentes essenciais para tornar o trânsito mais seguro. Para os consumidores, a troca por veículos mais novos significa acesso a esses recursos de segurança. Para oficinas, a frota envelhecida pode demandar mais manutenções corretivas, enquanto uma renovação planejada pode impulsionar serviços de manutenção preventiva em modelos mais recentes.
A defasagem da idade média da frota brasileira aponta para a necessidade de políticas públicas e iniciativas privadas que incentivem a troca de veículos, considerando as particularidades de cada região. Essa medida é vista como fundamental para a melhoria contínua da segurança no trânsito e a modernização do parque automotivo nacional.
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